GALERA SEGUE A PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS DO FUI - FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA 2011. Confira e PARTICIPE!
PALESTRA SOBRE DIFUSÃO DA CULTURA INDÍGENA
DIA 25 DE JULHO DE 2011 – COMUNIDADE DE TUCUNS – TIANGUÁ
Histórico Sobre Difusão da Cultura Indígena – FUI
A palestra DIFUSÃO DA CULTURA INDIGENA – A ATUAL SITUAÇÃO INDÍGENA NO CEARA é uma revitalização e reconhecimento do patrimônio artístico-cultura e tradição do povo indígena no Ceará como uma das ações do FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA coordenado pela FEDERAÇÃO DAS ARTES DO CEARÁ. Materializa-se na sua efetividade com diversas ações práticas da valorização das etnias no nosso Estado e em particular na região da Ibiapaba.
As lideranças indígenas apresentam na palestra e debate uma cuidadosa seleção de fatos das suas atividades produtivas revitalizadas pelo FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA, bem como dos seus objetos, contendo um misto de significações, tanto da realidade material, como do imaginário coletivo, expresso na criatividade original desses povos.
A palestra e o debate difundem parte dos resultados desta ação e da expressão da influente eficiência, eficácia e efetividade de parcerias com as organizações privadas e públicas, incentivando lideranças indígenas a difundir suas lutas e conquistas.
A iniciativa de buscar a evidência dos povos indígenas levanta a ponta do véu de silêncio, para dar visibilidade às atividades guardadas no tempo e memória ancestral das etnias indígenas no Ceara, população estimadas em vinte e duas mil e quatrocentas pessoas, em quatorze etnias, localizadas em dezenove municípios, tendo em vista as escassas informações das suas tradições artísticas nos tempos atuais, além dos saberes, deveres e fazeres dos povos indígenas.
No intuito dos programas sociais desenvolvidos pelo FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA são evidenciadas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecidas pela Organização das Nações Unidas - ONU em 2000, no que concerne a erradicação da pobreza, o acesso a educação e o desenvolvimento social.
Metas estabelecidas também pelo Fórum Global Compact foram seguidas pela Federação das Artes do Ceará, promotora do Festival União da Ibiapaba em observância ao princípio 1º (primeiro) dessa organização, a saber: “respeitar e proteger os direitos humanos em todas as instâncias”, o qual deu sustentáculo ao planejamento do FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA.
Com o programa de revitalização e difusão da tradição e da cultura do povo indígena, levado a efeito pela Federação das Artes do Ceara, o que à primeira vista parecia uma lógica exótica fora dos parâmetros convencionais, por se tratar de um povo sem reconhecimento devido e digno, ao contrário, a iniciativa mereceu o respeito e uma atenção invulgar por parte dos povos indígenas e da sociedade tão necessitada de ações solidárias efetivas, eficazes e eficientes.
Fato evidenciado pelo sentimento de cooperação e desinteresse, o que transcende o fator econômico, primando-se pela lógica da cidadania exemplar, ao visar, na iniciativa da FEDERAÇÃO DAS ARTES DO CEARÁ por intermédio do FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA, o respeito à diversidade, não somente a diversidade dos indivíduos, mas a valorização das diferenças culturais, como advoga a Declaração da Organização Internacional do Trabalho – OIT, comprometida com a promoção dos programas pautados pelo respeito aos direitos humanos, meio ambientes e ética social.
Ficou patente em todas as etapas da iniciativa que não só as artes artesanais, mas também as crenças, valores e tradições, as quais fazem parte do patrimônio imaterial desse povo, precisam ser preservados, conforme o texto constitucional vigente o qual discorre num capítulo específico sobre os direitos dos índios: “Sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições estão assegurados a partir do direito a diferença cultural”.
A ação sinaliza para a urgente necessidade de mais alianças Inter setoriais, públicas e privadas e da sociedade civil para a preservação deste patrimônio inviolável, dos antepassados, seus rituais, da aldeia e de suas relações espirituais com o meio ambiente e o sagrado. Todos esses valores impressionam por sua vigor, quando traduzidos em ações, imagens e expressões estéticas perpetuadas pela memória.
Foi identificado como um dos principais obstáculos à valorização das especificidades dos índios no Ceará, a ausência de contato, de conhecimento e reconhecimento por parte da sociedade, traduzida na escassa percepção da existência e dos afazeres desses povos.
Talvez pela inexistência de informação e comunicação da opinião pública em geral, a seu respeito – fatores comumente requeridos em casos dessa natureza para induzir a possibilidade de apoio e incentivos com vistas à superação das reconhecidas necessidades de sobrevivência desses povos.
Esta ação perseguiu esta finalidade, ao firmar preciosa aliança com as empresas, Governo do Estado, Prefeituras e as instituições que apoiaram de formas diversas e valiosas como: CITA - Conselho Indígena Tremembé de Amofala, FUNAI – Fundação Nacional do Índio.
E nesse quadro de referência destaca-se a efetiva aliança com a imprensa que reconheceu de imediato a importância histórica e cultural desse trabalho para as gerações futuras, registrando, o que sem o mesmo perderíamos a memória das marcas históricas como afirma o Edgar Morin: “A diversidade das culturas é um tesouro da humanidade e sempre que a
destruímos cometemos algo bárbaro”.
E mais, o acompanhamento profissional e competente da equipe de produção do FESTIVAL UNIÃO DA IBIAPABA E FEDERAÇÃO DAS ARTES DO CEARA, o qual captou nos trabalhos de artes artesanais, tradição, costumes, crença e na cultura, fragmentos da memória histórica que surgem como primeiro passo para a recuperação e o inventário desse universo indígena.
Um aparte especial para render homenagem aos atores principais que deram origem a esta ação: Os Povos Indígenas no Ceará, Cacique Tremembé João Venâncio, Prof. Alberto Cukier, Dr. Paulo Fernandes - Coordenador da Funai-Fortaleza, Weibe Tapeba – Assessor Técnico da Funai-Fortaleza, Cacique Sotero,Pajé Luiz Cabloco, Valdenia Lucena- Coordenadora Substituta Funai-Fortaleza, Geraldo Vitor – Ministério da Cultura, Federação das Artes do Ceará, Coordenação do Festival União da Ibiapaba.
PALESTRA: ‘TURISMO CULTURAL COMO FORMA DE SUSTENTABILIDADE REGIONAL DIA 26 DE JULHO DE 2011 – CENTRO EDUCACIONAL DE TIANGUÁ (GINÁSIO MUNICIPAL)
1 - Debater sobre Turismo Cultural como forma de sustentabilidade Regional é descobrir que temos inúmeras abordagens e possibilidades, principalmente, o que será prioridade, como seleção de ações que podemos e até devemos realizar na trans versalidade entre o Turismo e a Cultura, onde debatemos a proposta lançada em reunião para a formação do Plano Meio Norte, que envolve os Estados do Ceará, Piauí e Maranhão, onde foram convocados os três Governos do presidente Lula como decreto prsidencial, envolvendo 19 ministérios.
2 – Existe uma carência de políticas integradas e sustentáveis que visam buscar uma autonomia econômica para essa região, por isso esse debate de fazer da nossa região um polo de Turismo Cultural como forma de sustentabilidade regional.
3 - Devemos adotar a Região da Ibiapaba como Território do Turismo Cultural como uma das formas de sua sustentabilidade. Essa articulação inter-reional vem fortalecer a formação da rede de cidades para o desenvolvimento geopolítico regional, capturando pensamentos que agregem pessoas, política e decisões consiliadoras.
4 – Os diversos atores, prefeitos, secretários, deputados, senadores, governador e a sociedade organizada buscam recolocar o turismo cultural dentro da importância regional merecida e nós, sociedade organizada devemos ser a estrutura regional para o desenvolvimento efetivo, eficaz e eficiente dessa nova realidade.
5 – Precisamos manter políticas não distorcidas. É nacionalmente forte, hoje, o debate sobre as questões turísticas e desenvolvimento sustentável por isso é importante que debatemos a inclusão da cultura no turismo, assim como fazem os grandes centros turísticos do mundo, não distinguido o Turismo da Cultura, no processo de desenvolvimento humano, tornando o turismo cultural a sua maior forma de sustentabilidade.
FEDERAÇÃO DAS ARTES DO CEARÁ
Festival União da Ibiapaba